quinta-feira, julho 29, 2010

Obrigações - título de dívida




As obrigações não são mais do que um empréstimo concedido por um investidor a uma entidade, que poderá ser um governo, uma empresa ou uma instituição financeira. Como qualquer empréstimo, o instrumento de dívida paga juros periódicos e reembolsa o capital em determinada data. Aos juros das obrigações chama-se cupões, que são definidos com base numa "taxa de cupão" que poderá assumir diversas formas. Além das mais populares obrigações de taxa fixa e taxa variável - que como o nome indica, os juros estão associados a uma taxa fixa ou a uma taxa variável - existe ainda uma panóplia imensa de obrigações: indexadas aos resultados das empresas, à inflação ou ao risco, obrigações perpétuas, preferenciais, convertíveis, entre outras.


Riscos associados à negociação de obrigações


1 - Inflação


O montante pago aos detentores das obrigações é estabelecido no passado com base na taxa de cupão. Assim, se a inflação subir, o rendimento pago pela obrigação, em termos reais (descontando a inflação), é menor, uma vez que os preços dos bens e serviços aumenta, enquanto que o rendimento obtido pela obrigação se mantém. Por essa razão, a subida da inflação pode ser identificada como um factor corrosivo da rendibilidade dos títulos de dívida, salvo excepção das obrigações indexadas à própria inflação.


2 - Taxa de juro


O factor chave que afecta o preço das obrigações é a taxa de juro. No caso das obrigações de taxa fixa, como o retorno está definido à partida, quando a taxa de juro aumenta, as novas emissões de obrigações aparecem no mercado com uma taxa de cupão mais alta, tornando as emissões obrigacionistas anteriores menos atractivas. Por essa razão, o preço das obrigações responde negativamente ao aumento das taxas de juro. No entanto, tal como com a inflação, também a subida da taxa de juro é um risco que é anulado caso o investidor leve a obrigação até à maturidade porque o preço de venda já está definido.


3 - ‘Default' do emitente


O maior risco que um investidor obrigacionista enfrenta é o incumprimento (‘default') do emitente. Na prática, caso uma empresa vá à falência, os titulares de obrigações dessa empresa correm o risco de receber muito pouco do dinheiro investido porque, na maturidade, o investidor não verá nem o último cupão, nem o valor nominal da obrigação, que foi definido no momento da emissão do empréstimo obrigacionista. Para reduzir esse risco é que a maioria das empresas que emitem obrigações são avaliadas por entidades especializadas na análise de risco de crédito (Standard & Poor´s, Moody´s e Fitch) de forma a classificar os títulos de dívida numa escala consoante a qualidade do crédito.

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